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A forma como o dinheiro funciona está mudando e você precisa estar atento a isso

Existem muitos fatores que podem atrapalhar seus planos de conquistar a liberdade financeira.

Uma crise financeira, por exemplo, desemprego, prejuízo nos investimentos e outros.

No entanto, existe um fator que não pode ser deixado de lado: a perda do poder de compra do seu dinheiro, que acontece de forma sorrateira, sem que você perceba.

Basicamente ela acontece de duas formas: 1) em relação a outras moedas; 2) em relação a sua própria moeda.

Imagine que no final de 2019 você tinha R$ 10.000,00, o que equivaliam a aproximadamente US$ 2.488.

Pouco mais de 10 meses se passaram e hoje, com os mesmos R$ 10.000,00, você consegue comprar US$ 1.789.

São quase US$ 700 a menos. Significa que você ficou 30% mais pobre quando comparado a uma moeda forte. Basicamente sim.

O mesmo efeito pode acontecer por conta da inflação.

Um cafezinho que há pouco mais de um ano atrás custava R$ 4,50, pode ser encontrado agora por R$ 6,00.

Em outras palavras, agora você precisa de mais reais para comprar a mesma mercadoria. O seu dinheiro perdeu poder de compra, corroído pela inflação.

Podemos tirar algumas lições. São elas:

1) Não dá para ganhar em reais e gastar em dólar. Portanto, se você é do tipo que gosta de levar seus filhos para a Disney todo ano, encontre uma forma de ter receita em dólar;

2) Sobre sua liberdade financeira, cada vez mais devemos pensar em construir sua base em moeda forte;

3) Ao pensar em investir, você precisa ao menos bater a inflação. Com a Selic atual na casa dos 2% e a inflação projetada em 2,65%, vivemos um cenário onde pagamos para deixar o dinheiro líquido em investimentos de curto prazo;

Até hoje me lembro de ter visto uma notícia de um homem que poupou sua vida inteira colocando o dinheiro embaixo do colchão. Eram sacos do dinheiro, mas que não tinham valor nenhum.

No cenário atual, se não protegermos o valor do nosso dinheiro, veremos essa história se repetir.

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Porque comprei um carro zero

São grandes as chances de que a cada 10 planejadores financeiros que você perguntar se deve comprar um carro zero ou usado, ao menos 9 fiquem com a segunda opção.


Faz sentido, ao menos matematicamente, já que o maior custo da compra de um veículo está na depreciação. 


Ao sair da concessionária, seu carro com aquele cheiro de novo já perdeu uns 10% do seu valor.


Então o que me levou a comprar um carro novo.


Um pouco de contexto.


Prestes a fazer uma longa viagem com a minha família, me deparei com uma manutenção do meu carro anterior.


Adorava aquele carro, mas por conta do tempo de uso e por ser um carro de valor maior, exigia uma manutenção mais frequente, e mais cara, do que gostaria.


Passei a procurar então por um carro com baixa quilometragem, menor custo de manutenção e, de preferência, com fama de “inquebrável”, pois passaríamos um bom tempo nas estradas entre São Paulo e Bariloche.


Cheguei até os modelos japoneses.


Por ser final de ano, com vendedores querendo bater suas metas, conseguimos um baita desconto pelo carro zero.


Resumo, queria substituir meu carro anterior e surgiu a oportunidade com desconto. Será que isso seria o suficiente para suportar minha decisão?


Poderia descrever aqui uma série de outras justificativas para a minha escolha. 


É fácil encontrarmos pretextos que suportem nossas decisões de compra, seja ela qual for. 


No entanto, a realidade é que encontrei um equilíbrio entre a minha condição financeira no momento da compra, fatores favoráveis de mercado como o desconto oferecido pelo vendedor por um carro que tinha exatamente o que eu estava procurando e, por fim, a satisfação do meu desejo naquele momento. Sim, e porque não?


Certamente poderia ter escolhido um veículo usado da mesma marca ou até mesmo um modelo de menor valor.


Mas não é disso que se trata. 


Não acho que tenha que ficar sempre com a opção mais em conta, mas com a que mais faça sentido no seu contexto pessoal e financeiro.


É por isso que o nosso tema aqui se chama “finanças pessoais”. 


O que vale para muitos, pode não valer para você.