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Conheça investimentos de baixo risco que rendem mais que a poupança

Investimentos de baixo risco que rendem mais do que a poupança são ideais para quem quer fugir da alta constante da inflação sem precisar se submeter a rendimentos ínfimos.

Assim, é preciso se equilibrar entre as perdas causadas pela inflação e os ganhos ocasionados pelas recorrentes elevações na taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 5,25% e com previsões de fechar o ano entre 7% e 8%.

Além disso, para configurar como de baixo risco, é necessário que o investimento escolhido tenha três características.

. Alta liquidez: a facilidade em desfazer os ativos e receber o dinheiro aplicado de volta, sem perda de valor;

. Baixo risco de mercado: quedas pequenas (se ocorrerem), sem grandes chances de desvalorização;

. Risco de crédito: possibilidade de falta de pagamento por parte da empresa ou instituição financeira.

Dessa maneira, listamos alguns investimentos que podem ser interessantes, tanto para quem deseja fazer uma reserva de emergência, quanto àqueles de perfil mais conservador ou inexperiente.

Letras de crédito

São ofertas de títulos feitas por bancos e outras instituições financeiras voltadas para capitalizar alguns tipos de mercado de interesse. As mais comuns são a letra de crédito imobiliário (LCI) e a letra de crédito do agronegócio (LCA).

Basicamente, o investidor adquire os títulos, aguarda até o fim do período estipulado (não há resgate a qualquer tempo) para a aplicação e recebe o dinheiro de volta, corrigido tendo como base o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Trata-se de uma aplicação protegida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ou seja: se a instituição quebrar, você estará protegido, até o limite de R$ 250 mil, por CPF. Outra vantagem: as letras de crédito são isentas de Imposto de Renda.

Tesouro Direto

Depois da poupança, provavelmente é o tipo de investimento mais procurado pelo brasileiro. São títulos da dívida pública negociados pelo Governo.

Existem três tipos:

. Tesouro Selic: segue a taxa básica de juros da economia, a Selic. Além disso, possui liquidez diária. Por isso, é considerado um dos investimentos mais seguros. É ideal para a reserva de emergência.

. Tesouro IPCA: o valor é corrigido por uma taxa de juros fixa somada ao índice oficial de inflação, o IPCA. Assim, quanto maior a inflação, maior o retorno. Atenção: ao longo do período pode haver grandes variações, mas, se levado até o fim, será pago exatamente o acordado: inflação + taxa prefixada.

. Tesouro Prefixado: trata-se de um título com lucros já definidos no momento da compra. Também pode apresentar variações ao longo do período, mas se levado até o fim, pagará o acordado: taxa prefixada.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

É um título de renda fixa emitido pelos próprios bancos, possibilitando que eles captem dinheiro para financiar suas atividades. Em troca, a pessoa recebe a quantia aplicada mais os juros acordados ao se fazer o investimento.

Também existem três tipos de CDB: pré-fixado — com taxa de juros definida no momento da aplicação; pós-fixados — rentabilidade determinada por meio do percentual sobre um índice, geralmente o CDI; híbrido — parte pré-fixada, parte variável de acordo com um índice (em geral, a inflação).

Aplicações até R$ 250 mil são seguradas pelo FGC e, na maior parte dos CDBs, a liquidez é diária.

Fundos DI

É um tipo de fundo que tem por obrigação investir, pelo menos, 95% do seu valor em títulos do Tesouro Direto atrelados à Selic ou de crédito privado com desempenho ligado ao CDI. Outra vantagem é que a liquidez é diária. Por isso, os rendimentos são bastante garantidos e promissores em tempos de alta dos juros básicos.

No entanto, os fundos DI não têm cobertura do FGC e sofrem taxação de Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em alguns casos, taxas de administração muito altas também podem torná-los menos atraentes que outras aplicações em renda fixa.

Contas de pagamento remuneradas

Essa possibilidade é oferecida pelos bancos digitais. Elas funcionam como contas correntes normais, porém, os valores depositados são aplicados direto no Tesouro Selic. Não há taxas e a rentabilidade tem por objetivo ser de 100% sobre o CDI.

Como qualquer outra conta, é possível movimentá-la diariamente; ponto negativo é o fato de os valores estarem sujeitos ao Imposto de Renda e o IOF.

Estes são os investimentos mais básicos e seguros disponíveis no mercado. Servem tanto para quem tem hábito de aplicar na poupança, mas está descontente com os rendimentos, quanto para investidores mais ousados criarem uma reserva de emergência.

Em nosso blog você encontra outros artigos que podem lhe ajudar a cuidar melhor do seu dinheiro e dos seus sonhos. Conheça-os e, se possível, deixe seu comentário.

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Fundos imobiliários: vale a pena investir, mesmo com a Reforma Tributária

Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) despontam como uma das opções de investimento que mais crescem no país – apesar do cenário ainda incerto sobre acabar ou não com a isenção de Imposto de Renda sobre os dividendos, ainda debatida na Reforma Tributária.

Segundo o boletim da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), as emissões de FIIs cresceram 44,8% de janeiro a junho deste ano com relação ao mesmo período de 2020, passando de R$ 18,5 bilhões para R$ 26,8 bilhões.

Os FIIs são atrativos pois são uma forma simples e barata de investir no mercado imobiliário; geram uma renda recorrente; têm potencial de valorização de médio e longo prazo; e volatilidade menor do que a das ações. Para muitos, funciona como uma porta de entrada para o mundo dos investimentos.

E, mesmo com a Reforma Tributária, os fundos imobiliários continuam sendo uma ótima opção. “Primeiro, ainda não temos uma definição sobre o assunto. O último texto da Reforma retirou a taxação, mas o cenário ainda é incerto. Segundo, mesmo que passe a ser tributado, a expectativa é que a alíquota seja menor do que a de Imposto de Renda de aluguel de imóveis”, revelou o sócio da Futurar Planejamento Financeiro, Marcelo Siqueira.

O que são?

De uma forma simples e resumida: imagine que você queira comprar um imóvel, contudo, não tem recursos, tempo ou conhecimento suficientes para fazer a melhor escolha entre tantas disponíveis. O fundo imobiliário mostra-se como um caminho: é uma forma de investir em imóveis, mas sem a necessidade de comprar o bem em si – podendo contar, ainda por cima, com uma gestão profissional e analistas especializados no assunto.

Como escolher

Antes de tudo, trace seu objetivo – que basicamente são dois, em se tratando de fundos imobiliários: você deseja investir em um FII que tem chance de boa valorização ou deseja um fundo imobiliário que gere renda. Independente das suas metas, é preciso estar atento às movimentações do mercado para fazer a melhor escolha.

Por exemplo, com a pandemia e o consequente avanço do comércio digital, aumentou a procura por galpões logísticos. Por outro lado, com o isolamento social, shoppings e lajes corporativas sofreram bastante. Com a vacinação, aos poucos, este cenário pode estar se invertendo.

Além disso, os FIIs estão relacionados ao PIB. Se o país cresce, surgem mais escritórios, casas, fábricas, depósitos, galpões etc. – o que naturalmente aumenta a demanda por fundos imobiliários.

Analise também as características de cada fundo: evite, por exemplo, fundos de um único imóvel, procure saber se os imóveis estão em uma metrópole ou cidade pequena; quem são os locatários (evite aqueles que têm apenas um inquilino), qual a duração do contrato e quais as regras de saída, entre outros.

“Um caminho que procuro seguir é combinar fundos com diferentes perfis. Por exemplo: lajes corporativas, shoppings e espaços de logística, sem falar nos chamados fundos de papéis – que compram títulos do mercado imobiliário, em vez dos imóveis em si”, revela Siqueira.

Além disso, ele recomenda não investir toda sua carteira apenas em FIIs, além de evitar concentrar valores em um único tipo de fundo.

Como começar

Os fundos imobiliários são divididos em cotas e os mais populares são negociados na Bolsa de Valores. É possível comprar uma cota por quantias inferiores a R$ 100. Quanto mais cotas você tem, claro, mais você recebe – seja pela distribuição dos rendimentos, seja pela valorização do próprio fundo.

O procedimento para investir é o mesmo da compra de ações: é preciso abrir uma conta em uma corretora (pode ser a do seu próprio banco), acessar a plataforma operacional de compra e venda de ativos (o chamado homebroker), selecionar o fundo imobiliário que se deseja adquirir e definir a quantidade que se quer aplicar. Importante: veja se há saldo suficiente na conta da corretora.

Assim como as ações, as cotas de fundos imobiliários são identificadas por um código, também chamado de ticker. Ele é formado por quatro letras maiúsculas, seguidas do número 11 (XXXX11)

Para acompanhar o desempenho dos FIIs, foi criado o Ifix – índice composto por cotas de fundos negociadas nos mercados de bolsa e de balcão organizado da B3 (nome oficial da Bolsa de Valores do Brasil) e revisado a cada quatro meses.

Custos, rendimento e tributação

As carteiras de fundos de investimento cobram uma taxa de administração; em algumas delas, há ainda uma taxa de performance: se o fundo desempenhar acima de determinado indicador de referência, uma parte fica com o gestor do FII. Há ainda a taxa de corretagem da corretora e, em algumas delas, existe também a cobrança da custódia das cotas.

Por lei, os FIIs são obrigados a distribuir os rendimentos no mínimo uma vez por semestre. Boa parte deles, no entanto, realizam pagamentos mensais – e esse é um dos grandes atrativos desse tipo de carteira. A renda do aluguel dos imóveis é a fonte mais comum de rendimentos.

Com relação à cobrança de Imposto de Renda, enquanto a Reforma Tributária não é definida, o rendimento distribuído de maneira periódica aos investidores é isento. Algumas regras: a pessoa tem que ter menos de 10% das cotas do fundo; esse deve ter no mínimo 50 cotistas; as cotas do fundo devem ser negociadas exclusivamente em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado. Outro ponto: ganhos obtidos por valorização das cotas do fundo na bolsa de valores pagam Imposto de Renda – alíquota de 20%, que incide quando elas forem vendidas.

Gostou das nossas dicas? Consulte outros artigos do nosso blog para ampliar ainda mais os seus conhecimentos sobre planejamento financeiro, investimentos e empreendedorismo.

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Bitcoins e outras criptomoedas: invista, mas seja precavido

Sim, vale a pena investir em bitcoins e outras criptomoedas – mas, é preciso calma e cuidado. Criadas em 2009 com o surgimento do bitcoin, segundo a CoinMarketCap, existem hoje quase 10 mil moedas desse tipo, a maioria completamente desconhecida até mesmo para quem é especialista no assunto. E mesmo as famosas e as emergentes sofrem de alta volatilidade: ora supervalorizadas, ora em queda significativa.

Apesar de já existirem há quase 11 anos – fruto, aliás, da derrocada econômica de 2008 – o advento das criptomoedas ainda é recente. Aos poucos, no entanto, elas entram no radar de confiança tanto de grandes players, quanto daqueles que estão começando a investir.

Com uma infinidade de investimentos por aí, por que escolher as criptomoedas? O sócio da Futurar Planejamento Financeiro, Marcelo Siqueira, cita dois motivos básicos. Vamos a eles.

Proteção para o portfólio de investimentos

A fim de dar conta dos impactos da pandemia do novo coronavírus, governos de todo o mundo abriram os cofres e passaram a injetar trilhões de dólares na economia. Como boa parte das indústrias ainda não está dando conta de produzir o suficiente por falta de matéria-prima, a oferta diminuiu, enquanto a demanda se mantém constante. Além disso, a taxa de desemprego aumentou e, com ela, as dívidas e as restrições de crédito. Em suma, inflação.

Assim, para se verem livres da desvalorização das moedas tradicionais, muitos investidores passaram a adotar as criptomoedas como reserva financeira. “Os criptoativos têm se mostrado não correlacionados com a renda variável”, comenta Siqueira.

Isso porque, estruturalmente, criptomoedas como o bitcoin possuem taxa de inflação predefinida. Pois, a quantidade dessa moeda digital a ser produzida cai pela metade de quatro em quatro anos, seguindo a programação da complexa rede de banco de dados que a opera, a famosa blockchain.

Maior rentabilidade da carteira

Além da produção diminuir com o passar do tempo, as criptomoedas foram projetadas para ter oferta finita. Ou seja, um dia o bitcoin, por exemplo, deixará de ser produzido ou “mineirado”, conforme preferem nomear seus criadores. Já existe até um ano estimado para isso ocorrer: 2140, quando haverá um total de 21 milhões de bitcoins. E fim de jogo.

Com a mineração decrescente e a demanda aumentando à medida que a confiança nas criptomoedas aumenta, a infalível lei da oferta e procura entra em cena e, ao longo do tempo, a valorização vai lá para cima. Em 2017, o preço de um bitcoin chamou atenção do mundo quando chegou a US$ 6 mil. Hoje, a cotação gira em torno de US$ 47 mil para um!

Outro ponto que eleva a valorização: estima-se que somente 20% de todo bitcoin do mundo esteja disponível em transações de mercado. A maioria está guardada com investidores que ainda não desejam negociá-la. Trata-se de um artigo extremamente escasso, mais do que ouro.

Tentador, mas…

Se as maravilhas das criptomoedas são tantas, por que este artigo logo no início sugere calma e cuidado aos investidores? Bem, nem tudo são flores. Apesar de cada vez mais populares, comentadas e buscadas – no Google há 590 milhões de resultados para a palavra “bitcoin” –, ainda há incertezas que rondam as moedas digitais.

O governo da China, por exemplo, impôs uma série de restrições à mineração de bitcoins, alegando que o consumo de energia para os supercomputadores responsáveis pelo processo é gigantesco. Crítica semelhante foi feita pelo multimilionário Elon Musk, fundador da Tesla, SpaceX, entre outras empresas.

A maior rusga, no entanto, tem a ver com confiança e estabilidade. Há quem argumente que as criptomoedas não têm lastro, não têm valor intrínseco e que são vendidas tendo como base somente a teoria da escassez.

Outros apontam a alta volatilidade do ativo, com grandes altas e baixas em curto espaço de tempo, oscilações que já chegaram a 30% em um único dia. Assim, dizem, o comportamento futuro das criptomoedas mais parece o de uma aposta do que de um investimento propriamente dito.

Solução

Por isso, nós aqui da Futurar recomendamos que você não deixe passar a oportunidade de investir em criptomoedas, mas que não coloque todos os ovos em uma cesta só. Em outras palavras, não as tenha como única forma de investimento.

Na verdade, opte por ter alocado em criptomoedas apenas algo entre 1% e 3% do seu total investido. Assim, você participa do jogo, mas está são e salvo para praticar outros esportes.

Além disso, em vez de adquirir moedas digitais “soltas”, escolhendo ora esta, ora aquela, de acordo com oscilações momentâneas, invista em fundos compostos por um mix de algumas criptomoedas.

A lógica é: se eu não sei qual dessas moedas vai prevalecer no futuro, coloco então um pouco do meu dinheiro em cada uma delas. Isso sem falar nas vantagens de custódia, armazenamento seguro e arcabouço regulatório que fundos do tipo garantem.

Outro detalhe: investir em criptomoedas não é operação para curto prazo. Mantenha a alocação entre três e cinco anos e deixe de se preocupar com as oscilações momentâneas.

“O mundo das cripto é muito maior do que só o bitcoin. As grandes moedas deste negócio talvez nem tenham surgido ainda”, observa Samir Kerbage, CTO da Hashdex, gestora de recursos especializada em criptoativos.

Algumas das principais criptomoedas

Bitcoin: a pioneira, mais conhecida e mais negociada criptomoeda. Criada em 2009 por Satoshi Nakamoto, pseudônimo que até hoje não se sabe se pertence a uma única pessoa ou a um grupo. Além de ser a primeira moeda digital, o bitcoin também inaugurou a tecnologia blockchain.

Ethereum: segunda criptomoeda mais negociada. Foi criada em 2015 para funcionar como um ativo do mercado financeiro. Por meio de sua plataforma oficial, o Ether, tem-se acesso a instrumentos financeiros como empréstimos e seguros, todos protegidos por blockchain.

Binance Coin: utilizada na plataforma Binance Exchange, que funciona como uma espécie de bolsa de câmbio de criptomoedas. Por isso, é utilizada para negociar outras moedas digitais, bem como contratos futuros.

Litecoin: criada em 2011 na esteira do bitcoin, tem a vantagem de “mineirar” de forma mais rápida que a criptomoeda pioneira.

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Investimentos Reflexões

Investimento e planejamento financeiro: de mãos dadas para o futuro

Investimento e planejamento financeiro estão intimamente relacionados. Sem planejamento financeiro, não sobra dinheiro para investir; sem o manejo e a alocação correta de seu dinheiro, fica-se refém dos imprevistos e, com eles, os planos escorrem por entre os dedos.

Por isso, antes de tudo, é preciso equilíbrio. Organizar as contas, quitar dívidas, saber onde está e onde se quer chegar são passos que devem ser dados, um de cada vez. Neste artigo, separamos algumas dicas dos especialistas da Futurar que vão lhe ajudar nesta jornada. O destino, sempre, é sua liberdade financeira.

A ponte necessária

O planejamento financeiro é a ponte que você irá construir entre o momento em que se encontra hoje e onde você quer estar no futuro. Para estruturar essa obra, devem ser considerados os seus objetivos de vida, patrimônio atual, renda e o prazo.

O investimento é uma das ferramentas, talvez a mais importante, para que a construção seja executada e fique pronta dentro do período estimado por você. Não se cruza uma ponte que ainda não existe! Por isso, dedique-se com todas as forças para levantá-la no horizonte.

Converse sobre o assunto

Se você divide a vida com outras pessoas, se tem uma família, pode ser que nem todos estejam dispostos a construir a ponte do planejamento financeiro com você. Converse, traga o tema para a roda de assuntos do dia a dia e procure fazê-los entender como organizar as contas, conter gastos e, por fim, investir, pode ser saudável. Os planos e sonhos de todos só têm a ganhar.

No início, haverá diferenças, mas com o tempo, elas tendem a diminuir. Quanto mais vocês conversarem entre si, mais alinhados ficarão, caminhando através da ponte comum que construíram.

Variáveis acontecem

Como em toda obra, surpresas aparecem pelo caminho. Para algumas pessoas, como autônomos e profissionais liberais, os esforços podem ser ainda maiores, uma vez que a remuneração não é fixa.

A vida não é uma linha reta; eventos pequenos e grandes como casamento, separação, nascimento de um filho, mudanças de carreira, doenças, entre outros, podem influenciar o que foi planejado de início.

A receita para seguir em frente? Refaça os planos de tempos em tempos, em especial depois de uma dessas “surpresas” acontecer. Não estranhe: isso faz parte da jornada de todo investidor.

Comece o quanto antes

Ponte feita? Comece a investir! Afinal, tempo é uma ferramenta que pode trabalhar contra ou a nosso favor, dependendo de como lidamos com ele. Por isso, quanto antes você ingressar no mundo dos investimentos, mais cedo irá se familiarizar com o tema e colher os primeiros resultados.

Todos temos momentos de desconforto, que nos travam e nos impedem de mudar. No entanto, o esforço para que a mudança ocorra o quanto antes é sempre recompensado.

Aprenda investindo

Aqui na Futurar, dizemos para aqueles que estão começando: onde você irá investir é menos importante do que a frequência com que isso vai ocorrer. Pois, quanto mais o bolo crescer, mais opções de investimento irão aparecer.

Claro, é compreensível que as pessoas queiram saber qual é o melhor investimento do momento. A resposta é ficar atento aos ciclos financeiros.

Por exemplo: no fim de 2020, primeiro ano da pandemia, as pessoas estavam com dinheiro em caixa, pois o consumo em viagens, roupas e restaurantes diminuiu. Além disso, as taxas de juros estavam em níveis muito baixos, com o governo ocupado em manter a economia respirando. Antes ainda, por causa da crise econômica, boa parte das construtoras passaram anos sem nenhum lançamento. A combinação desses fatores fez com que surgisse uma janela para a compra de imóveis.

Hoje, o cenário já é outro. Não há mais tantas oportunidades nesse mercado, pelo contrário. Agora, há uma elevação na curva de juros em meio ao endividamento de boa parte das famílias, seja pela compra de imóveis, carros, ou mesmo pela diminuição de renda causada pela pandemia – sem falar na inadimplência. Com isso, abre-se espaço para investimentos em juros pré-fixados a patamares interessantes.

Ajuda profissional

O ato de investir pode ser comparado a qualquer outra atividade: tempo e energia são exigidos e, enquanto se aprende, erros acontecem. No entanto, quando se trata de dinheiro, tais tropeços podem machucar bastante. Outro ponto: quanto mais sofisticado é o tipo de investimento, mais atenção e conhecimento são demandados.

Assim, a ajuda profissional pode ser muito bem-vinda! Além de conhecimento de sobra sobre os mais variados tipos de investimento, um especialista vai lhe poupar um bem muito precioso hoje em dia: tempo. Deixe que ele cuide dos seus rendimentos, enquanto você se dedica a coisas ainda mais importantes, como a família, os amigos, o trabalho e o lazer.

Alguma de nossas dicas fez sentido para você? Esperamos que sim. Como tudo na vida, o primeiro passo muitas vezes é o mais difícil, pois parece o mais arriscado. É assim que também funciona na organização financeira e nos investimentos.

Em nosso blog, há uma série de outros artigos que podem lhe ajudar a maturar essa vontade. Leia, reflita e deixe as palavras trabalharem dentro de você. Certamente, o que lhe levou a elas vai se iluminar e fazer você entrar em ação.

Conte sempre conosco e… mãos à obra!

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Com a alta da Selic, é hora de ir para a renda fixa?

Foi a terceira vez consecutiva. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Taxa Selic para 4,25% ao ano, o que corresponde a uma alta de 0.75 ponto percentual. E a tendência é subir ainda mais. 

Junto com a notícia vieram as dúvidas: onde investir agora? Com a alta da Selic, é hora de ir para a renda fixa? Devo mudar de aplicação ou apenas rever as aplicações de renda fixa?

Só tem um jeito de garantir um bom investimento e não perder o seu poder de compra nesse momento: conhecendo mais sobre o assunto. 

Para tirar todas as dúvidas sobre a Taxa Selic, confira a entrevista com Marcelo Siqueira, idealizador da Futurar. Economista formado pela FAAP, pós-graduado em Mercados Capitais pela USP, Marcelo tem 15 anos de experiência em importantes bancos, corretoras e empresas de grande porte.

Com certeza, as respostas dele podem te dar um norte nessa caminhada. Mas se continuar com dúvidas, já sabe, é só clicar aqui e entrar em contato conosco.

Qual o impacto que a Selic pode ter no meu investimento?

A Selic é a taxa básica da economia. Quando ela sobe, acaba puxando outras taxas com ela. Existem basicamente três tipos de títulos na renda fixa: aqueles conhecidos como pós-fixados, os prefixados e os indexados.

Os pós-fixados têm como característica acompanhar o movimento da Selic. Quando ela sobe, aumenta a remuneração do investidor e quando vai no sentido contrário, essa remuneração é menor (não significa que seja negativa, apenas menor).

Nos títulos prefixados a taxa de remuneração é pactuada no momento da aquisição do título. Em uma situação como a que estamos vivendo agora, com a Selic subindo, a tendência é que os investidores peçam uma remuneração mais alta para esses títulos, o que acaba elevando a sua curva de juros.

Os indexados também são impactados. Em sua maioria são títulos indexados à inflação, mais uma taxa prefixada. A sua curva de juros também tende a subir à medida que a Selic sobe.

Você comentou que a tendência é subir mais ainda, por que?

A taxa básica de juros é uma das principais ferramentas para o controle da inflação. Conforme as expectativas de inflação sobem, o Banco Central faz uso da taxa de juros para contê-la. 

Os sinais de inflação estão claros e já impactam grande parte das famílias. A nova onda de frio agrava essa situação, pois acaba prejudicando as lavouras e encarecendo os produtos agrícolas.

Devo mudar de aplicação conforme a variação da Selic ou apenas rever as aplicações de renda fixa?

Uma carteira de investimentos bem estruturada deve absorver esses movimentos e as alterações seriam apenas para fazer o balanceamento entre os ativos.

Para aqueles que estão começando a investir agora e, portanto, ainda constituindo a famosa reserva de emergência, a recomendação é para que aloque esses recursos em títulos que irão acompanhar a alta da Selic.

Mesmo que a renda fixa não tenha sido minha prioridade até o momento, devo começar a pensar numa aplicação assim, já que a Selic está alta? 

Não simplesmente porque a Selic está em alta. A renda fixa deve compor qualquer carteira de investimento. Existem muitas oportunidades nesse mercado.

O que pode acontecer se a Selic baixar? 

Caso a Selic faça o movimento inverso, é sinal de boa notícia, ao menos do ponto de vista inflacionário, pois os índices de inflação estariam controlados. 

Além disso, quanto menor a Selic, maior a disposição dos empresários para aplicar seu capital na produção, construindo fábricas e contratando pessoas, o que acaba sendo positivo para o mercado como um todo.

Qual a recomendação da Futurar para quem está em dúvida sobre o que fazer agora que a Selic está em alta?

É preciso olhar o cenário como um todo. A alta da Selic é um dos fatores a serem acompanhados. Taxas de juros americanas e política de incentivos monetários, alta da inflação aqui e lá fora, andamento da reforma tributária e questões políticas locais, são outros.

Além disso, estamos entrando agora na época de divulgação de balanço das empresas e eles estão vindo fortes, ao menos por enquanto, o que abre espaço para o mercado de renda variável. 

Portanto, o que você precisa ter é uma estratégia de investimento. Sendo assim, uma parte do seu capital deve estar alocada em títulos pós-fixados, buscar oportunidades de taxas em títulos prefixados e no mercado de ações, sempre atento ao seu perfil de risco. 

Não faça loucuras! Afinal, esse jogo tem uma regra, não perca dinheiro!

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A relação entre investimento financeiro e liberdade profissional

Num primeiro olhar, pode até parecer que não existe relação entre investimento financeiro e liberdade profissional. Mas existe!

O investimento pode ajudar uma pessoa a se posicionar dentro da empresa, lutar por seus direitos e defender um determinado ponto de vista. Ou até a pedir demissão e mudar a área de atuação, em busca de algo mais interessante para a sua vida. 

Isso porque quando o colaborador tem um investimento consolidado, ele se sente mais seguro para trilhar o seu caminho profissional com autonomia, ciente de sua importante participação na empresa, mas também atento à forma como é tratado.

Com um investimento, as pessoas ganham mais autonomia, têm mais flexibilidade e liberdade profissional.

“Se a pessoa tem um trabalho desgastante, pesado, que não traz mais prazer, ou se tem uma liderança muito desagradável, ela consegue até pensar em sair do emprego. Mas a pessoa que tem dívida, tem filhos para criar, tem que contribuir com o sustento da casa, acaba ficando refém da situação. A chance desse colaborador sair é muito menor do que alguém que poupa, porque ele não cria essa segurança financeira”, observa Lina Eiko Nakata, professora da FIA Business School.

Com um olhar sempre no futuro, a FIA dissemina conhecimentos de teorias e métodos de Administração de Empresas, aperfeiçoando o desempenho das instituições brasileiras através de algumas linhas básicas de atividade, entre elas, a pesquisa.

E foi justamente desta forma que a instituição identificou a relação existente entre endividamento pessoal e experiência no trabalho. Segundo o levantamento FIA Employee Experience – FEEx, o endividamento leva os colaboradores a piores experiências no trabalho e gera falta de motivação e baixa produtividade.

Controle financeiro

A professora ressalta que mais importante do que não ter dívidas, é que elas sejam controladas. Lina explica que a dívida é algo necessário porque muitas vezes é o único meio que viabiliza a compra de algo maior que as pessoas gostariam de ter. 

“Então, não importa exatamente se ela tem dívida, mas o quanto ela consegue gerenciar o próprio dinheiro. É importante que esse gasto seja bem planejado porque se a pessoa tem controle, a situação não chega a ser prejudicial e não reflete no trabalho”, ressalta. 

De modo geral, a segurança financeira é composta tanto pelo controle das dívidas, quanto pelo fato de se ter um investimento, que possibilita uma movimentação no trabalho ou uma possível negociação.

“Essa segurança financeira gerada pelo investimento é muito relevante porque dá liberdade para a pessoa pensar em trocar de área ou em assumir um novo desafio dentro ou fora da empresa. As diversas dependências financeiras fazem com que o colaborador aceite o controle do chefe ou até uma exploração”, comenta.

Responsabilidade da empresa

Para Lina Nakata, a preocupação das empresas com a situação financeira dos colaboradores é – ou deveria ser – uma corresponsabilidade, afinal, quando o colaborador está em uma situação crítica em relação às suas finanças pessoais, possivelmente terá um desempenho pior no trabalho.

“Sabemos que existem outras variáveis que desviam o foco, como um caso de doença na família ou algum outro problema pessoal, mas quando falamos de endividamento pessoal, a empresa consegue contribuir de forma direta, na medida em que trabalha com educação financeira, por exemplo”, explica. 

A pesquisa FEEx traçou um panorama do endividamento nas organizações. Segundo o levantamento, 5% dos colaboradores das empresas classificadas entre as 100 melhores para se trabalhar têm dívidas fora do controle. Esse índice dobra nas companhias que não fazem parte dessa classificação; nesse caso, 10% dos colaboradores já perderam a mão de suas finanças.

Isso se considerarmos que todas as pessoas que têm dívidas fora de controle, tiveram coragem de assumi-las e de responder fielmente à pesquisa. Ou seja, de uma forma ou de outra, a situação exige atenção. E ainda dentro dessa corresponsabilidade das empresas, há que se levar em conta o limiar entre auxiliar o colaborador e respeitar os seus limites. 

“É claro que as empresas querem pessoas comprometidas, trabalhadoras e produtivas, mas ninguém quer que o funcionário trabalhe 24 horas. O que as empresas querem é que ele trabalhe de forma eficiente e, para isso, é preciso ter equilíbrio. Então, a empresa precisa transmitir essa mensagem de que é importante trabalhar de forma balanceada e isso significa ter um consumo adequado, um trabalho que tenha significado para o colaborador e que ele consiga desenvolvê-lo bem. Assim, ele terá a sua saúde financeira garantida também”, destaca. 

Controle das finanças

Muitas vezes, o que leva as pessoas às dívidas descontroladas é justamente a insatisfação no trabalho, o que pode gerar uma bola de neve. O colaborador está insatisfeito, gasta mais e fica ainda mais descontente com o trabalho. 

Aprender a controlar as finanças é o primeiro passo para sentir mais alegria. E o foco no investimento pode ser o passo certeiro que vai garantir a autonomia e a liberdade tão desejadas. 

Para saber mais sobre esse assunto, clique aqui e entre em contato com a equipe da Futurar. 

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Pesquisa aponta relação entre endividamento e experiência no trabalho

Estresse influencia no endividamento do colaborador? E o feedback que a empresa dá ao seu funcionário faz diferença na forma como ele gasta o seu dinheiro? Uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA) apontou a relação existente entre endividamento pessoal e experiência no trabalho.

Segundo o levantamento FIA Employee Experience – FEEx, até o sono, a atividade física e a saúde do colaborador podem comprometer a sua vida financeira. Além disso, as boas práticas da empresa também interferem no endividamento do trabalhador. 

Só para se ter uma ideia, as pessoas que recebem feedback nas empresas se sentem mais bem cuidadas e, de certa forma, também recebem atenção, o que gera um impacto sobre o endividamento. Essas pessoas têm 18% mais chances de serem poupadoras, e 37% menos chances de ter dívidas fora de controle.

Mas por que as empresas deveriam se preocupar com isso? 

A resposta é simples. O endividamento leva os funcionários de uma empresa a piores experiências no trabalho e geral falta de motivação e baixa produtividade. 

A FEEx avalia a experiência dos colaboradores em seu ambiente de trabalho, na relação com seus chefes e colegas, no contato com as políticas e práticas de recursos humanos e sua visão sobre a condução da empresa pelo CEO.

A iniciativa visa reconhecer as empresas que mais investem nos ambientes de trabalho para que sejam, ao mesmo tempo, saudáveis, agradáveis e produtivos, através de uma ótima experiência de seus funcionários.

Última edição

A edição de 2020, divulgada recentemente, contou com a participação de mais de 150 mil funcionários de diversas empresas, dentre as quais, 100 são consideradas Lugares Incríveis Para Trabalhar (LIPT), com 106 mil funcionários no total.

A referência utilizada para comparar os dados do grupo de não-premiadas (113 organizações) foi o conjunto dos 100 Lugares Incríveis para Trabalhar. Os resultados da pesquisa mostraram que as organizações não-premiadas receberam avaliações piores quanto ao reconhecimento e à recompensa, quando comparadas com a média dos 100 Lugares Incríveis Para Trabalhar.

Endividamento nas empresas

A pesquisa FEEx traçou um panorama do endividamento nas organizações. Segundo o levantamento, 51% das pessoas que atuam nas empresas não classificadas entre as 100 melhores para se trabalhar têm dívidas planejadas e que estão sob controle. O índice é 1% menor se comparado ao das empresas premiadas.

O que chama a atenção, contudo, é o índice de pessoas que têm dívidas fora de controle, que é o dobro nas empresas sem classificação, onde 10% dos colaboradores já perderam a mão de suas finanças. 

Outro ponto que fica evidente com a pesquisa, tanto nas empresas classificadas entre as melhores para se trabalhar, quanto nas demais, é a falta de hábito em relação a investimentos. Segundo o levantamento, 78% dos colaboradores nos LIPT não têm dinheiro guardado. O número é ainda maior nas demais empresas: 85%.

Análise

Para Marcelo Siqueira, sócio-fundador da Futurar Planejamento Financeiro, a falta de foco em investimentos não só significa a falta de conhecimento sobre o assunto, mas também revela um detalhe importante sobre os colaboradores das empresas: a falta de planejamento do futuro

“O investimento traz em si uma segurança para o trabalhador e para a sua família, além da possibilidade de realizar sonhos e projetos, então, quando o colaborador não pensa nisso, ele tende a buscar a realização de seus projetos por um caminho mais difícil ou, pior, a ficar sem esperança em relação ao futuro”, avalia. 

Economista formado pela FAAP, pós-graduado em Mercados Capitais pela USP, Marcelo já ajudou mais de 500 famílias a terem uma vida financeira equilibrada através de sua consultoria, e conhece bem esse cenário. 

“É fundamental que as empresas estejam atentas a esses detalhes, oferecendo treinamento de educação financeira ou mostrando os benefícios de controlar o próprio dinheiro, destacando o quanto isso gera autonomia e possibilidades para o colaborador”, ressalta. 

A análise do economista vai ao encontro das conclusões apontadas pela pesquisa FEEx. O levantamento de 2020 apontou que aqueles que não criam dívidas, mas também não poupam, têm uma experiência um pouco desfavorável. 

As pessoas deste último grupo, assim como não conseguem organizar o seu orçamento para fazer investimentos, também enxergam os processos de forma mais negativa. Nesse sentido, quanto mais as empresas se preocuparem com os seus colaboradores, melhores resultados terão.

Para saber mais sobre cursos e treinamentos de educação financeira em empresas, clique aqui e entre em contato com a Futurar.

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Reflexões

Plano de saúde terá reajuste negativo pela primeira vez

Você deve ter visto essa manchete diversas vezes nos últimos dias. De fato, é uma situação inédita e que pode causar dúvidas nos consumidores. É por isso que resolvemos escrever e tentar esclarecer um pouco o funcionamento e aplicação desse “reajuste negativo”.

Vamos começar pela expressão utilizada: “reajuste negativo” nada mais é do que um “desconto”. Isso mesmo, haverá uma redução efetiva na mensalidade dos planos individuais ou familiares.

Por ser um desconto é que a notícia causa tanto espanto e também a razão de ser inédita… Afinal de contas, seja com plano de saúde ou qualquer outro item do nosso orçamento, estamos acostumados a ver os preços subirem, seja com maior ou menor intensidade.

Outra questão que pode gerar um pouco de dúvida é: pra quem é válido? Bem, esse anúncio é válido para planos Individuais ou Familiares. E não se engane, isso não significa um plano onde está somente você ou você e a sua família.

Trata-se de um tipo de contratação definido pela ANS (Agência de Saúde Suplementar). Qualquer contratação que não exija um CNPJ, seja do seu empregador, sua pequena empresa ou MEI, a entidade de classe ou a associação que te representa.

Atualmente, menos de 20% do total de beneficiários de plano de saúde está em planos individuais ou familiares (aproximadamente 8,9 milhões de beneficiários), isso porque as operadoras, de forma geral, tiraram esse produto das prateleiras (são difíceis de achar), dada a limitação de reajuste definida pela ANS.

É bem verdade que estamos vendo um movimento recente com algumas operadoras retomando esse tipo de contratação.

Teto de reajuste

Sobre essa limitação (teto de reajuste), vale destacar que a ANS regula o setor inteiro de planos de saúde no que diz respeito a coberturas obrigatórias, prazos de atendimento etc., mas determina o teto de reajuste apenas dos planos individuais e familiares.

Imagine, por exemplo, que o teto de reajuste fosse de 20%. As operadoras poderiam aplicar qualquer índice, desde que não passasse do teto… não é diferente no caso do desconto de -8,19% que foi estabelecido como teto. Se alguma operadora quisesse, poderia aplicar -15% de desconto, por exemplo. Pouco provável, mas possível.

Até aqui está claro?

O que motivou o desconto?

Bom, mas por qual motivo estamos vivendo um desconto se a inflação está alta?

Isso acontece porque a metodologia de reajuste dos planos de saúde não acompanha a inflação. Basicamente, avaliam o histórico de despesas das operadoras (ou seja, as despesas com consultas, cirurgias, internações etc.), que reduziram sensivelmente com a pandemia, já que os atendimentos considerados não urgentes foram cancelados ou postergados, porque estávamos mais isolados, os hospitais estavam lotados com foco nos atendimentos ao COVID etc.

Além desse componente de despesas, também existe um componente de IPCA, com peso de 20% na metodologia e expurgando o segmento Planos de Saúde, pra não pesar duas vezes.

Importante dizer que essa metodologia é recente (2019) e que os reajustes de planos de saúde não apenas não acompanham a inflação, como são mais altos que os índices oficiais, realidade que não é uma jabuticaba brasileira, mas mundial (pauta pra outra reflexão).

Como o reajuste será aplicado

O reajuste será aplicado a partir das cobranças Ago/21 retroativo a Mai/21. Na verdade, respeitará o aniversário do contrato (mês de contratação) e o cronograma abaixo:

– Desconto ref. Mai refletirá na cobrança de Ago/21;

– Desconto ref. Jun refletirá na cobrança de Set/21;

– Desconto ref. Jul refletirá na cobrança de Out/21;

Caso você não tenha um plano individual ou familiar, mas sim um plano coletivo (empresarial ou por adesão), ou seja, você faz parte do grupo com 80% dos beneficiários de planos de saúde, o seu reajuste é definido pela livre negociação entre a operadora e a sua empresa, administradora de benefícios ou associação. O reflexo da redução de atendimentos também deve afetar essas negociações em 2021.

Agora, se você tem um plano de saúde individual ou familiar, fique atento às suas próximas cobranças e aproveite desse momento histórico.

Proposta irrecusável

A propósito, que tal fazer essa economia na conta do seu plano de saúde virar investimento para o seu “eu do futuro”?

E aqui não estamos apenas fazendo uma proposta de um simples investimento, mas sim, uma proposta de você, finalmente, realizar um sonho, um projeto e garantir segurança para você e para a sua família.

Afinal, esse era um recurso já destinado para segurança em saúde, não é mesmo?

“Ah, mas o valor nem é tão grande, será que vale a pena?”, você pode estar se perguntando.

Nós garantimos que sim. E, certamente, podemos te auxiliar com isso. Deixe uma mensagem aqui ou entre em contato conosco pelas redes sociais. Será um prazer conhecer a sua história!

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Investimentos

Finanças pessoais: uma solução para além das planilhas

Toda vez que se fala em finanças pessoais ou planejamento financeiro, logo alguém associa a ideia à elaboração de planilhas coloridas no Excel, com diversas colunas e, quiçá, alguns gráficos. E há quem diga também que o melhor é baixar um aplicativo no celular, para anotar todos os gastos. Todos! Dos pãezinhos aos cafés, das cervejas aos presentes. 

E aí, se a somatória da planilha bater com os números do extrato bancário, bingo! Sinal de que as finanças pessoais vão bem, certo? Não necessariamente. Aliás, é um grande equívoco pensar que planejamento financeiro ou investimento tem a ver com planilhas bem preenchidas e que não há outro modo de se fazer isso. 

Oras, pensemos juntos: de que adianta você ganhar uma britadeira se não sabe como ou onde utilizá-la? O uso correto de uma ferramenta, seja ela qual for, pressupõe conhecimento. É preciso conhecer as suas funcionalidades e ter preparação prévia para as práticas corretas. E, mais do que isso, é preciso ter o perfil adequado para manuseá-la.

Em finanças pessoais funciona do mesmo jeito. A mais completa planilha de receitas e despesas, o melhor sistema de controle financeiro e o aplicativo com maior índice de aprovação social são apenas ferramentas. 

Tudo isso pode ser parte da solução, mas não necessariamente a solução depende disso, compreende? E até mesmo os instrumentos de controle mais bem elaborados dependem de uma série de fatores, como definição de prioridades, disciplina e comprometimento.

Finanças pessoais – é possível avançar sem planilhas?

Vamos direto ao ponto. A resposta é sim, é possível cuidar de suas finanças pessoais e planejar um futuro melhor sem depender de planilhas. Sabe por quê? Pensar em planejamento financeiro não é exatamente pensar em dinheiro, mas sim pensar em tempo, em projetos, em energia, em sonhos. 

Seria até um desperdício reduzir esse processo todo a uma simples (ou, às vezes, muito complexa) planilha. Dizemos isso porque já acompanhamos muitas famílias em seus planejamentos financeiros e sabemos o quanto esse momento é importante para repensar conceitos, mudar atitudes, ter iniciativa. Pular esta etapa, seria o mesmo que jogar uma oportunidade incrível no lixo.

E nessa de avaliar projetos e decidir o rumo da sua vida em relação às finanças, você acaba descobrindo o seu perfil e compreendendo que em vez de praia, você prefere montanha. Em vez de gastar tempo na frente de uma planilha, decidindo se o dinheiro gasto com a pizza entra na coluna de lazer ou de alimentação, você prefere optar por outra maneira de direcionar os seus projetos.

E como realizar as finanças pessoais sem as benditas planilhas?

Nada como uma boa conversa com quem entende do assunto para ajudar você nessa direção. Pense só, quantas vezes você foi tomar café com um amigo e dali saiu uma grande ideia?

Com planejamento financeiro, pode ser assim também. Na Futurar, temos uma equipe especializada para pegar em suas mãos e te guiar por esse caminho que passa longe das planilhas… a não ser que você queira, claro. E a primeira conversa é gratuita. 

Então, nós perguntamos: será que não chegou a hora de você resolver de uma vez por todas essa questão em sua vida? Clique aqui e entre em contato conosco. Se preferir, você pode já deixar um horário marcado. É só reservar aqui e deixar o café no jeito para o nosso encontro virtual. 

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Reflexões

O que o vinho pode nos ensinar sobre investimentos

No momento em que escrevo esse artigo, a temperatura em São Paulo está em 14°C. Sim, um pouco frio. E esse friozinho lembra como um vinho pode ser um grande companheiro…

Os bons vinhos, aqueles chamados “de guarda”, são os vinhos que melhoram quando ficam mais velhos. Assim como os investimentos, que também amadurecem e geram frutos com o passar do tempo. Mas há também o vinho do dia a dia, que é pra ser bebido jovem, não é pra deixar envelhecer. Da mesma forma, também existem investimentos que estarão ali, disponíveis ao alcance das mãos para situações inesperadas (a famosa reserva de emergência usa esse tipo de lógica).

É possível achar vinhos BBB (bons, bonitos e baratos)! É aquele momento em que você, andando pelo corredor de um supermercado, adega ou numa viagem, encontra uma pechincha, um vinho de qualidade, daquele para abrir com os amigos e degustar com a certeza de ter feito um ótimo negócio. Nos investimentos, a oscilação dos preços na bolsa gera essas oportunidades de tempos em tempos, mas, para poder aproveitar, você precisa saber que “vinho” está comprando, pra não pagar “barato” num produto de péssima qualidade, que te dará dor de cabeça (literalmente) ou te fazer comprar gato por lebre.

Existem diversos tipos de vinhos, mas quero focar na diferença dos vinhos brancos e tintos. Os vinhos brancos, de forma geral, vão melhor no calor, pra beber gelado, na beira da piscina, enquanto os tintos podem se sair muito melhor no frio. Da mesma forma, existem investimentos que vão melhor “no verão” e outros vão melhor “no inverno”. Para isso, é importante ter um portfólio ou carteira de investimentos à prova de crises, feito para todos os climas. Sim, estou “roubando” o conceito do megainvestidor Ray Dalio com a sua carteira All Weather.

Outra semelhança que vejo entre o mundo dos vinhos e dos investimentos é que antes de começar a degustar, tudo parece muito difícil. Cabernet Sauvignon, Carmenere, Sirah… Muitos termos e variações. Aí você aprende que vai escolher pela uva destacada no rótulo. Isso é verdade, mas não para os vinhos europeus. Lá eles destacam a região, separam em classificações baseadas em regras rígidas e você começa a descobrir que tem IGT, DOC, DOCG, etc. Depois você precisa aprender como harmonizar com carne vermelha, peixe, massas, queijos, pizzas e por aí vai.

E no mundo dos investimentos? CDB, LCA, LCI, Tesouro Direto, CRA, CRI, Ações, Debêntures, Dividendos, Data-Com, Data-Ex, Day trade, Swing Trade… É tanta coisa que chega a assustar! É bem verdade, mas uma coisa é certa: quando você começa a degustar os vinhos, começa a descobrir qual você gosta, aquele que o seu paladar determina se é bom ou não, se combina com isso ou aquilo. Sim, você é único e o seu paladar também. Talvez seja por isso que se diga que “gosto não se discute”. Nos investimentos é igual: começar a investir dá um friozinho na barriga, mas com o tempo e prática, tudo fica mais fácil, você vai se conhecendo, entendendo o seu comportamento com relação a riscos.

No mundo do vinho também é muito ouvido que são as companhias que importam. Por outro lado, o melhor dos vinhos pode se tornar intragável se a companhia não for boa… Vamos falar de coisa boa? O destaque aqui é que tem muita coisa ao redor das nossas vidas que valem mais que dinheiro, o que é óbvio! Família e amigos, pra ficar no senso comum. Nas finanças, você precisa manter o mesmo espírito. Não dá pra ficar estressado porque a bolsa caiu, ou P* da vida porque alguém na sua casa (ou você mesmo) gastou R$ 50 a mais… Vendo de outra forma, não dá pra ter na sua carteira aquele investimento que tira o seu sono (outro item que vale mais do que dinheiro). Aliás, o critério do sono é um excelente termômetro: você dormiria bem se soubesse que aquele investimento tem um risco X? Se sim, vá em frente. Se não, vá dormir.

Ontem li uma reportagem com a seguinte headline: “Pai guarda vinho de R$ 18 mil por 17 anos, e filha o usa em sangria”. Aqui vejo duas questões: (1) nem todo mundo dá o mesmo valor para as mesmas coisas. Alguns acham que vale demais, outros acham que vale de menos. e (2) fazer a sucessão do patrimônio entre gerações é um desafio! Não bastasse a reportagem, li o comentário de uma pessoa muito bem sucedida dizendo “nunca vi adega seguindo carro funerário”, o que gera ainda mais reflexões acerca do que fazer com os recursos que acumulamos ou de, no mínimo, dar o valor na medida correta aos bens materiais.

A Futurar tem como missão simplificar o mundo dos vinhos, ops, das finanças e investimentos das famílias. Entre em contato para ver como podemos, em parceria com você, dar os melhores direcionamentos para a sua vida financeira, gerando a tranquilidade e felicidade que você merece!

Saúde!

Thiago Ramos, planejador financeiro da Futurar