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A relação entre investimento financeiro e liberdade profissional

Num primeiro olhar, pode até parecer que não existe relação entre investimento financeiro e liberdade profissional. Mas existe!

O investimento pode ajudar uma pessoa a se posicionar dentro da empresa, lutar por seus direitos e defender um determinado ponto de vista. Ou até a pedir demissão e mudar a área de atuação, em busca de algo mais interessante para a sua vida. 

Isso porque quando o colaborador tem um investimento consolidado, ele se sente mais seguro para trilhar o seu caminho profissional com autonomia, ciente de sua importante participação na empresa, mas também atento à forma como é tratado.

Com um investimento, as pessoas ganham mais autonomia, têm mais flexibilidade e liberdade profissional.

“Se a pessoa tem um trabalho desgastante, pesado, que não traz mais prazer, ou se tem uma liderança muito desagradável, ela consegue até pensar em sair do emprego. Mas a pessoa que tem dívida, tem filhos para criar, tem que contribuir com o sustento da casa, acaba ficando refém da situação. A chance desse colaborador sair é muito menor do que alguém que poupa, porque ele não cria essa segurança financeira”, observa Lina Eiko Nakata, professora da FIA Business School.

Com um olhar sempre no futuro, a FIA dissemina conhecimentos de teorias e métodos de Administração de Empresas, aperfeiçoando o desempenho das instituições brasileiras através de algumas linhas básicas de atividade, entre elas, a pesquisa.

E foi justamente desta forma que a instituição identificou a relação existente entre endividamento pessoal e experiência no trabalho. Segundo o levantamento FIA Employee Experience – FEEx, o endividamento leva os colaboradores a piores experiências no trabalho e gera falta de motivação e baixa produtividade.

Controle financeiro

A professora ressalta que mais importante do que não ter dívidas, é que elas sejam controladas. Lina explica que a dívida é algo necessário porque muitas vezes é o único meio que viabiliza a compra de algo maior que as pessoas gostariam de ter. 

“Então, não importa exatamente se ela tem dívida, mas o quanto ela consegue gerenciar o próprio dinheiro. É importante que esse gasto seja bem planejado porque se a pessoa tem controle, a situação não chega a ser prejudicial e não reflete no trabalho”, ressalta. 

De modo geral, a segurança financeira é composta tanto pelo controle das dívidas, quanto pelo fato de se ter um investimento, que possibilita uma movimentação no trabalho ou uma possível negociação.

“Essa segurança financeira gerada pelo investimento é muito relevante porque dá liberdade para a pessoa pensar em trocar de área ou em assumir um novo desafio dentro ou fora da empresa. As diversas dependências financeiras fazem com que o colaborador aceite o controle do chefe ou até uma exploração”, comenta.

Responsabilidade da empresa

Para Lina Nakata, a preocupação das empresas com a situação financeira dos colaboradores é – ou deveria ser – uma corresponsabilidade, afinal, quando o colaborador está em uma situação crítica em relação às suas finanças pessoais, possivelmente terá um desempenho pior no trabalho.

“Sabemos que existem outras variáveis que desviam o foco, como um caso de doença na família ou algum outro problema pessoal, mas quando falamos de endividamento pessoal, a empresa consegue contribuir de forma direta, na medida em que trabalha com educação financeira, por exemplo”, explica. 

A pesquisa FEEx traçou um panorama do endividamento nas organizações. Segundo o levantamento, 5% dos colaboradores das empresas classificadas entre as 100 melhores para se trabalhar têm dívidas fora do controle. Esse índice dobra nas companhias que não fazem parte dessa classificação; nesse caso, 10% dos colaboradores já perderam a mão de suas finanças.

Isso se considerarmos que todas as pessoas que têm dívidas fora de controle, tiveram coragem de assumi-las e de responder fielmente à pesquisa. Ou seja, de uma forma ou de outra, a situação exige atenção. E ainda dentro dessa corresponsabilidade das empresas, há que se levar em conta o limiar entre auxiliar o colaborador e respeitar os seus limites. 

“É claro que as empresas querem pessoas comprometidas, trabalhadoras e produtivas, mas ninguém quer que o funcionário trabalhe 24 horas. O que as empresas querem é que ele trabalhe de forma eficiente e, para isso, é preciso ter equilíbrio. Então, a empresa precisa transmitir essa mensagem de que é importante trabalhar de forma balanceada e isso significa ter um consumo adequado, um trabalho que tenha significado para o colaborador e que ele consiga desenvolvê-lo bem. Assim, ele terá a sua saúde financeira garantida também”, destaca. 

Controle das finanças

Muitas vezes, o que leva as pessoas às dívidas descontroladas é justamente a insatisfação no trabalho, o que pode gerar uma bola de neve. O colaborador está insatisfeito, gasta mais e fica ainda mais descontente com o trabalho. 

Aprender a controlar as finanças é o primeiro passo para sentir mais alegria. E o foco no investimento pode ser o passo certeiro que vai garantir a autonomia e a liberdade tão desejadas. 

Para saber mais sobre esse assunto, clique aqui e entre em contato com a equipe da Futurar. 

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Reflexões

Plano de saúde terá reajuste negativo pela primeira vez

Você deve ter visto essa manchete diversas vezes nos últimos dias. De fato, é uma situação inédita e que pode causar dúvidas nos consumidores. É por isso que resolvemos escrever e tentar esclarecer um pouco o funcionamento e aplicação desse “reajuste negativo”.

Vamos começar pela expressão utilizada: “reajuste negativo” nada mais é do que um “desconto”. Isso mesmo, haverá uma redução efetiva na mensalidade dos planos individuais ou familiares.

Por ser um desconto é que a notícia causa tanto espanto e também a razão de ser inédita… Afinal de contas, seja com plano de saúde ou qualquer outro item do nosso orçamento, estamos acostumados a ver os preços subirem, seja com maior ou menor intensidade.

Outra questão que pode gerar um pouco de dúvida é: pra quem é válido? Bem, esse anúncio é válido para planos Individuais ou Familiares. E não se engane, isso não significa um plano onde está somente você ou você e a sua família.

Trata-se de um tipo de contratação definido pela ANS (Agência de Saúde Suplementar). Qualquer contratação que não exija um CNPJ, seja do seu empregador, sua pequena empresa ou MEI, a entidade de classe ou a associação que te representa.

Atualmente, menos de 20% do total de beneficiários de plano de saúde está em planos individuais ou familiares (aproximadamente 8,9 milhões de beneficiários), isso porque as operadoras, de forma geral, tiraram esse produto das prateleiras (são difíceis de achar), dada a limitação de reajuste definida pela ANS.

É bem verdade que estamos vendo um movimento recente com algumas operadoras retomando esse tipo de contratação.

Teto de reajuste

Sobre essa limitação (teto de reajuste), vale destacar que a ANS regula o setor inteiro de planos de saúde no que diz respeito a coberturas obrigatórias, prazos de atendimento etc., mas determina o teto de reajuste apenas dos planos individuais e familiares.

Imagine, por exemplo, que o teto de reajuste fosse de 20%. As operadoras poderiam aplicar qualquer índice, desde que não passasse do teto… não é diferente no caso do desconto de -8,19% que foi estabelecido como teto. Se alguma operadora quisesse, poderia aplicar -15% de desconto, por exemplo. Pouco provável, mas possível.

Até aqui está claro?

O que motivou o desconto?

Bom, mas por qual motivo estamos vivendo um desconto se a inflação está alta?

Isso acontece porque a metodologia de reajuste dos planos de saúde não acompanha a inflação. Basicamente, avaliam o histórico de despesas das operadoras (ou seja, as despesas com consultas, cirurgias, internações etc.), que reduziram sensivelmente com a pandemia, já que os atendimentos considerados não urgentes foram cancelados ou postergados, porque estávamos mais isolados, os hospitais estavam lotados com foco nos atendimentos ao COVID etc.

Além desse componente de despesas, também existe um componente de IPCA, com peso de 20% na metodologia e expurgando o segmento Planos de Saúde, pra não pesar duas vezes.

Importante dizer que essa metodologia é recente (2019) e que os reajustes de planos de saúde não apenas não acompanham a inflação, como são mais altos que os índices oficiais, realidade que não é uma jabuticaba brasileira, mas mundial (pauta pra outra reflexão).

Como o reajuste será aplicado

O reajuste será aplicado a partir das cobranças Ago/21 retroativo a Mai/21. Na verdade, respeitará o aniversário do contrato (mês de contratação) e o cronograma abaixo:

– Desconto ref. Mai refletirá na cobrança de Ago/21;

– Desconto ref. Jun refletirá na cobrança de Set/21;

– Desconto ref. Jul refletirá na cobrança de Out/21;

Caso você não tenha um plano individual ou familiar, mas sim um plano coletivo (empresarial ou por adesão), ou seja, você faz parte do grupo com 80% dos beneficiários de planos de saúde, o seu reajuste é definido pela livre negociação entre a operadora e a sua empresa, administradora de benefícios ou associação. O reflexo da redução de atendimentos também deve afetar essas negociações em 2021.

Agora, se você tem um plano de saúde individual ou familiar, fique atento às suas próximas cobranças e aproveite desse momento histórico.

Proposta irrecusável

A propósito, que tal fazer essa economia na conta do seu plano de saúde virar investimento para o seu “eu do futuro”?

E aqui não estamos apenas fazendo uma proposta de um simples investimento, mas sim, uma proposta de você, finalmente, realizar um sonho, um projeto e garantir segurança para você e para a sua família.

Afinal, esse era um recurso já destinado para segurança em saúde, não é mesmo?

“Ah, mas o valor nem é tão grande, será que vale a pena?”, você pode estar se perguntando.

Nós garantimos que sim. E, certamente, podemos te auxiliar com isso. Deixe uma mensagem aqui ou entre em contato conosco pelas redes sociais. Será um prazer conhecer a sua história!

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Reflexões

O que o vinho pode nos ensinar sobre investimentos

No momento em que escrevo esse artigo, a temperatura em São Paulo está em 14°C. Sim, um pouco frio. E esse friozinho lembra como um vinho pode ser um grande companheiro…

Os bons vinhos, aqueles chamados “de guarda”, são os vinhos que melhoram quando ficam mais velhos. Assim como os investimentos, que também amadurecem e geram frutos com o passar do tempo. Mas há também o vinho do dia a dia, que é pra ser bebido jovem, não é pra deixar envelhecer. Da mesma forma, também existem investimentos que estarão ali, disponíveis ao alcance das mãos para situações inesperadas (a famosa reserva de emergência usa esse tipo de lógica).

É possível achar vinhos BBB (bons, bonitos e baratos)! É aquele momento em que você, andando pelo corredor de um supermercado, adega ou numa viagem, encontra uma pechincha, um vinho de qualidade, daquele para abrir com os amigos e degustar com a certeza de ter feito um ótimo negócio. Nos investimentos, a oscilação dos preços na bolsa gera essas oportunidades de tempos em tempos, mas, para poder aproveitar, você precisa saber que “vinho” está comprando, pra não pagar “barato” num produto de péssima qualidade, que te dará dor de cabeça (literalmente) ou te fazer comprar gato por lebre.

Existem diversos tipos de vinhos, mas quero focar na diferença dos vinhos brancos e tintos. Os vinhos brancos, de forma geral, vão melhor no calor, pra beber gelado, na beira da piscina, enquanto os tintos podem se sair muito melhor no frio. Da mesma forma, existem investimentos que vão melhor “no verão” e outros vão melhor “no inverno”. Para isso, é importante ter um portfólio ou carteira de investimentos à prova de crises, feito para todos os climas. Sim, estou “roubando” o conceito do megainvestidor Ray Dalio com a sua carteira All Weather.

Outra semelhança que vejo entre o mundo dos vinhos e dos investimentos é que antes de começar a degustar, tudo parece muito difícil. Cabernet Sauvignon, Carmenere, Sirah… Muitos termos e variações. Aí você aprende que vai escolher pela uva destacada no rótulo. Isso é verdade, mas não para os vinhos europeus. Lá eles destacam a região, separam em classificações baseadas em regras rígidas e você começa a descobrir que tem IGT, DOC, DOCG, etc. Depois você precisa aprender como harmonizar com carne vermelha, peixe, massas, queijos, pizzas e por aí vai.

E no mundo dos investimentos? CDB, LCA, LCI, Tesouro Direto, CRA, CRI, Ações, Debêntures, Dividendos, Data-Com, Data-Ex, Day trade, Swing Trade… É tanta coisa que chega a assustar! É bem verdade, mas uma coisa é certa: quando você começa a degustar os vinhos, começa a descobrir qual você gosta, aquele que o seu paladar determina se é bom ou não, se combina com isso ou aquilo. Sim, você é único e o seu paladar também. Talvez seja por isso que se diga que “gosto não se discute”. Nos investimentos é igual: começar a investir dá um friozinho na barriga, mas com o tempo e prática, tudo fica mais fácil, você vai se conhecendo, entendendo o seu comportamento com relação a riscos.

No mundo do vinho também é muito ouvido que são as companhias que importam. Por outro lado, o melhor dos vinhos pode se tornar intragável se a companhia não for boa… Vamos falar de coisa boa? O destaque aqui é que tem muita coisa ao redor das nossas vidas que valem mais que dinheiro, o que é óbvio! Família e amigos, pra ficar no senso comum. Nas finanças, você precisa manter o mesmo espírito. Não dá pra ficar estressado porque a bolsa caiu, ou P* da vida porque alguém na sua casa (ou você mesmo) gastou R$ 50 a mais… Vendo de outra forma, não dá pra ter na sua carteira aquele investimento que tira o seu sono (outro item que vale mais do que dinheiro). Aliás, o critério do sono é um excelente termômetro: você dormiria bem se soubesse que aquele investimento tem um risco X? Se sim, vá em frente. Se não, vá dormir.

Ontem li uma reportagem com a seguinte headline: “Pai guarda vinho de R$ 18 mil por 17 anos, e filha o usa em sangria”. Aqui vejo duas questões: (1) nem todo mundo dá o mesmo valor para as mesmas coisas. Alguns acham que vale demais, outros acham que vale de menos. e (2) fazer a sucessão do patrimônio entre gerações é um desafio! Não bastasse a reportagem, li o comentário de uma pessoa muito bem sucedida dizendo “nunca vi adega seguindo carro funerário”, o que gera ainda mais reflexões acerca do que fazer com os recursos que acumulamos ou de, no mínimo, dar o valor na medida correta aos bens materiais.

A Futurar tem como missão simplificar o mundo dos vinhos, ops, das finanças e investimentos das famílias. Entre em contato para ver como podemos, em parceria com você, dar os melhores direcionamentos para a sua vida financeira, gerando a tranquilidade e felicidade que você merece!

Saúde!

Thiago Ramos, planejador financeiro da Futurar