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Com a alta da Selic, é hora de ir para a renda fixa?

Foi a terceira vez consecutiva. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Taxa Selic para 4,25% ao ano, o que corresponde a uma alta de 0.75 ponto percentual. E a tendência é subir ainda mais. 

Junto com a notícia vieram as dúvidas: onde investir agora? Com a alta da Selic, é hora de ir para a renda fixa? Devo mudar de aplicação ou apenas rever as aplicações de renda fixa?

Só tem um jeito de garantir um bom investimento e não perder o seu poder de compra nesse momento: conhecendo mais sobre o assunto. 

Para tirar todas as dúvidas sobre a Taxa Selic, confira a entrevista com Marcelo Siqueira, idealizador da Futurar. Economista formado pela FAAP, pós-graduado em Mercados Capitais pela USP, Marcelo tem 15 anos de experiência em importantes bancos, corretoras e empresas de grande porte.

Com certeza, as respostas dele podem te dar um norte nessa caminhada. Mas se continuar com dúvidas, já sabe, é só clicar aqui e entrar em contato conosco.

Qual o impacto que a Selic pode ter no meu investimento?

A Selic é a taxa básica da economia. Quando ela sobe, acaba puxando outras taxas com ela. Existem basicamente três tipos de títulos na renda fixa: aqueles conhecidos como pós-fixados, os prefixados e os indexados.

Os pós-fixados têm como característica acompanhar o movimento da Selic. Quando ela sobe, aumenta a remuneração do investidor e quando vai no sentido contrário, essa remuneração é menor (não significa que seja negativa, apenas menor).

Nos títulos prefixados a taxa de remuneração é pactuada no momento da aquisição do título. Em uma situação como a que estamos vivendo agora, com a Selic subindo, a tendência é que os investidores peçam uma remuneração mais alta para esses títulos, o que acaba elevando a sua curva de juros.

Os indexados também são impactados. Em sua maioria são títulos indexados à inflação, mais uma taxa prefixada. A sua curva de juros também tende a subir à medida que a Selic sobe.

Você comentou que a tendência é subir mais ainda, por que?

A taxa básica de juros é uma das principais ferramentas para o controle da inflação. Conforme as expectativas de inflação sobem, o Banco Central faz uso da taxa de juros para contê-la. 

Os sinais de inflação estão claros e já impactam grande parte das famílias. A nova onda de frio agrava essa situação, pois acaba prejudicando as lavouras e encarecendo os produtos agrícolas.

Devo mudar de aplicação conforme a variação da Selic ou apenas rever as aplicações de renda fixa?

Uma carteira de investimentos bem estruturada deve absorver esses movimentos e as alterações seriam apenas para fazer o balanceamento entre os ativos.

Para aqueles que estão começando a investir agora e, portanto, ainda constituindo a famosa reserva de emergência, a recomendação é para que aloque esses recursos em títulos que irão acompanhar a alta da Selic.

Mesmo que a renda fixa não tenha sido minha prioridade até o momento, devo começar a pensar numa aplicação assim, já que a Selic está alta? 

Não simplesmente porque a Selic está em alta. A renda fixa deve compor qualquer carteira de investimento. Existem muitas oportunidades nesse mercado.

O que pode acontecer se a Selic baixar? 

Caso a Selic faça o movimento inverso, é sinal de boa notícia, ao menos do ponto de vista inflacionário, pois os índices de inflação estariam controlados. 

Além disso, quanto menor a Selic, maior a disposição dos empresários para aplicar seu capital na produção, construindo fábricas e contratando pessoas, o que acaba sendo positivo para o mercado como um todo.

Qual a recomendação da Futurar para quem está em dúvida sobre o que fazer agora que a Selic está em alta?

É preciso olhar o cenário como um todo. A alta da Selic é um dos fatores a serem acompanhados. Taxas de juros americanas e política de incentivos monetários, alta da inflação aqui e lá fora, andamento da reforma tributária e questões políticas locais, são outros.

Além disso, estamos entrando agora na época de divulgação de balanço das empresas e eles estão vindo fortes, ao menos por enquanto, o que abre espaço para o mercado de renda variável. 

Portanto, o que você precisa ter é uma estratégia de investimento. Sendo assim, uma parte do seu capital deve estar alocada em títulos pós-fixados, buscar oportunidades de taxas em títulos prefixados e no mercado de ações, sempre atento ao seu perfil de risco. 

Não faça loucuras! Afinal, esse jogo tem uma regra, não perca dinheiro!

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